terça-feira, 19 de outubro de 2010

15/10/2010 – É preciso ter garra

Eram 18h quando Ludmila, Alex, Madson, Maxson e Marquinhos chegaram de Natal. Foi o tempo de fazerem um lanche e se prepararem para a apresentação da noite, O Inspetor Geraldo.

Não tínhamos grandes expectativas de um grande público. Maxson e Madson percorreram algumas ruas com os instrumentos divulgando a apresentação. Pontualmente às 20h começamos a apresentação. Pouco a pouco as cadeiras foram sendo totalmente ocupadas. A estimativa de pessoas foi a mesma da estréia. Ainda não alcançamos grandes públicos, como já prevíamos neste início de projeto, mas logo vamos tê-los.

Mesmo com todo o cansaço, o elenco se esforçou para fazer um bom espetáculo. Víamos os atores se divertindo em cena. Mesmo que em alguns momentos fossem zombando deles próprios. Às vezes, surge alguma brincadeira durante a apresentação, entre o elenco, que só quem é de teatro consegui entender, ou só quem é do grupo, ou alguém muito próximo ao grupo. Essas brincadeiras não interferem na apresentação ou no entendimento do mesmo. Mas deixa o elenco mais solto, mais cúmplice entre si. Claro que esse tipo de brincadeira tem um limite, para que não se perca o foco no espetáculo. A apresentação de hoje teve esse clima descontraído.

Outra coisa boa foi a rapidez com que guardamos tudo. Já que ainda não estamos podendo usar toda a nossa estrutura de luz e som, tudo estava guardado em pouco tempo, inclusive com a colaboração de parte da platéia que gentilmente nos ajudou.


Rosi Reis

15/10/2010 – Reforço de Zelito - OFICINA

Hoje a oficina foi mais proveitosa. Pudemos avançar na improvisação. Trabalhamos em cima do que tinha sido levantado ontem.
Meu parceiro Zelito trabalhou em conjunto comigo. No aquecimento corporal e vocal, me dando estímulos diferentes na condução dos exercícios.
Mas onde ganhamos mais foi nos experimentos. Devido a pessoas novas e outras que não compareceram hoje, alguns grupos tiveram que ser adaptados e com isso também mudaram algumas estórias. Dessa vez tive tempo de fazer uma análise com eles sobre o que apresentaram e melhorarem a encenação.
Zelito falou de vários personagens locais que podemos inserir na montagem. Com a presença de Zelito, tenho certeza que surgirá muitas estórias divertidas.


Rosi Reis

14/10/2010 – Artistas da cidade

Hoje demos início as oficinas. Zelito só pode está no final, pois teve que ir a Assú às pressas, enviar a Natal um documento aos demais componentes do grupo que partiram para a capital antes do sol nascer.

Fiquei animada com a quantidade de pessoas que participaram do primeiro encontro. Uma turma bem diversificada, alunos, professores, músicos, dançarinos e atores. Com faixa etária também variada. Já começo a imaginar nas possibilidades que podemos usar na montagem. Mais o mais importante, é o interesse em participar.

Comecei com a tradicional apresentação. Como de costume, alguns muito tímidos. Mais pude ter uma idéia de como começar o trabalho. Por mais que tenha planejado a oficina, tenho que ir ajustando a necessidade do coletivo e aos impulsos que tenho no decorrer do processo. Expliquei para eles sobre o projeto e em particular sobre as oficinas.

Sendo o primeiro dia, peguei leve com a turma. Fiz um alongamento e um aquecimento vocal, neste último não deu muito certo quando inseri uma canção.
Pedi que contassem sobre situações que viveram. Usei as histórias para que montassem as cenas.

Zelito chegou faltando uma meia hora para terminar a oficina, e ele falou sobre a parceria que tem com o grupo, a experiência do projeto em Apodi e sobre as várias possibilidades da cultura e do povo de Carnaubais que podemos abordar na montagem.


Rosi Reis

13/10/2010 – O começo

Hoje tivemos vários contratempos. Logo pela manhã tomamos conhecimento do primeiro. A programação de abertura do projeto que estava marcada para começar às 18h teria que ser atrasada, pois já estava marcada uma apresentação de produção local, no mesmo horário e no mesmo local. O bom é saber que existem pessoas em Carnaubais que estão fazendo teatro.

O atraso nos deu tempo para resolver os outros problemas. Um com o aparelho de DVD que passaria o documentário do semelhante projeto que realizamos em Apodi, para que as pessoas tivessem idéia do projeto que começa em Carnaubais. Outro problema tivemos com o vento, mas conseguimos amenizar reforçando os pesos nos equipamentos.

Com os problemas controlados, aguardamos o término da apresentação de “Pluft” para dá início a nossa programação.
O público foi modesto. Mas tenho certeza que como aconteceu em Apodi, ele vai crescer no decorrer das apresentações.

Antes da apresentação começar, Ludmila apresentou o projeto para a comunidade.
O espetáculo teve um ritmo bom, arrancando muitas gargalhadas da platéia. Os atores em alguns momentos tiveram que esperar que os risos diminuíssem, para continuar com o espetáculo. É muito prazeroso quando esse tipo de coisa acontece, nos enche de alegria saber que o nosso trabalho está sendo bem recebido e entendido. Deixa mais forte a linha de comunicação entre a platéia e os atores.

Após o espetáculo exibimos o documentário do projeto “Apodi - Rota das Artes”, que realizamos no início de 2009 em Apodi. O documentário nos fez relembrar do projeto em Apodi e renova o desejo de fazer melhor em Carnaubais.

Quero só registrar a garra de Alex, Maxson, Madson e Marquinhos, que nesses últimos dias vêm se esforçando para deixar O Pulo do Gato num ótimo pique. Só hoje, tiveram ensaios de manhã e de tarde. Mesmo precisando descansar, Maxson ainda passou seus movimentos antes de dormir. Amanhã eles apresentarão o espetáculo no Festival Agosto de Teatro em Natal. Mas o projeto Carnaubais na Rota das Artes continua. Amanhã eu e Zelito Coringa iremos dá início as oficinas de teatro do projeto.


Rosi Reis

12/10/2010 – Dia de mudança

Hoje foi feriado. Dia da criança e da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Aproveitamos então para fazermos a mudança para Carnaubais, onde será a cidade sede d´O Pessoal do Tarará durante os próximos três meses. Vamos iniciar amanhã o projeto Carnaubais na Rota das Artes. Iremos realizar apresentações de todos os espetáculos em cartaz, produzir documentário, jornal e exposição fotográfica sobre o processo, e também oficinas de teatro que resultará em uma montagem. Durante esse período queremos atingir não só a população de Carnaubais (7.871 habitantes, IBGE 2007), como também as cidades vizinhas.

Nosso parceiro Zelito Coringa nos esperava em Carnaubais. Ele está muito animado com o projeto em sua cidade natal, já que ele é o elo que fez com que escolhêssemos este município para realizar esse grande projeto. Depois de nos instalar, Zelito nos levou para almoçar. O resto da tarde foi para descansar.

À noite enquanto os meninos ensaiavam O Pulo do Gato, eu, Ludmila, Zelito e Dionízio pelo telefone (Dionízio está em Natal participando do Festival Agosto de Teatro), ajustávamos a programação de abertura para amanhã.


Rosi Reis